Bem-vindos, dentinhos!
Após a amamentação exclusiva até os 6 meses, os bebês começam a receber novos alimentos. Nessa época é comum surgirem os primeiros dentinhos, embora eles também possam irromper até o primeiro ano de vida, o que é considerado normal.
A odontopediatra Valéria Quintanilha Santos, especializada em odontologia ampliada pela Antroposofia, explica que os cuidados com a boca do bebê começam bem antes do surgimento dos dentes. “Desde o primeiro mês de vida, devemos limpar a gengiva do bebê com uma gaze embebida em água filtrada. Esse ritual representará mais um momento de proximidade entre mãe e filho, porém sem estresse e apenas com o intuito de condicionar a criança aos cuidados bucais que deverão ser levados para toda a vida”, afirma a especialista.
Valéria explica que, tão logo irrompam os primeiros dentes de leite, deve-se iniciar a escovação, com escova de cabeça pequena, macia e própria para a idade, associada a um creme dental sem flúor. “É importante escolher uma pasta sem flúor porque até os 2 anos de idade, a criança engole praticamente 100% do creme dental”, diz a odontopediatra.
O uso do fio dental deve ser iniciado assim que o bebê tenha dois dentes juntos, sempre com muito cuidado. Esse hábito pode ser cultivado desde cedo, pois ajuda a prevenir cáries e doenças da gengiva. “O mais importante é saber que os hábitos dos pais serão imitados pela criança. Por isso, se queremos que nossos filhos tenham cuidados com os dentes, precisamos dar o exemplo”, alerta.
Os primeiros dentes
Após o nascimento do primeiro dente, um novo aparecerá mais ou menos a cada mês. A velocidade e a ordem de nascimento dos dentes variam de criança para criança, mas, normalmente, os dois do meio na arcada inferior tendem a nascer primeiro, seguidos pelos dentes inferiores circunvizinhos e, depois, pelos outros dois dentes do meio na arcada superior. Os molares são os últimos a aparecer, completando o conjunto completo de vinte dentes de leite, geralmente em torno do trigésimo mês de vida.
A seqüência de erupção dentária segue um processo rítmico e corresponde à aquisição da palavra, uma vez que a criança começa a falar melhor quando os dentes estão posicionados. “Nesse período, o processo metabólico está mais ativo e todo o corpo participa do desenvolvimento. Sendo assim, é normal o aparecimento de alguns sintomas, como cólicas abdominais, febre baixa, excitabilidade, diarréia, aumento das secreções, entre outros”, ressalta Valéria.
Troca da dentição
Por volta dos 6 anos de idade, os dentes de leite começam a cair dando lugar aos permanentes. “O primeiro a cair, geralmente, foi o primeiro a nascer. Nessa mesma época, nasce, lá no fundo da boquinha, o primeiro molar permanente”. Todo o processo se complementa aos 18 anos, em média, com o nascimento dos quatro dentes do siso.
A odontopediatra recomenda não arrancar o dente de leite quando ele começar a se soltar da gengiva. “O melhor é que ele caia naturalmente, pois a criança terá que passar por esse processo 20 vezes. É importante conversar com os pequenos para que eles estejam preparados para a troca, que simboliza o amadurecimento do organismo da criança.”
A especialista lembra que os dentes são os “guardiões” da boca, como se fossem um grande portal de trocas com o mundo, e que expressam o nosso sorrir, amar, pensar, falar. Portanto, para manter a saúde bucal da criança, além de estimular a higiene diária, os pais devem levá-la a consultas periódicas com um odontopediatra, de acordo com as necessidades específicas e período de desenvolvimento.
No mais é curtir os dentinhos de seu bebê como verdadeiros sinais de que ele está crescendo e trazendo um novo sorriso para o mundo. Que ele seja bem-vindo e recebido com muito carinho, cuidado e proteção.














