
Quem não se lembra daquele cachorrinho ou gatinho dos tempos de infância? Todos nós temos uma história para contar sobre esses amigos fiéis e carinhosos que encantam as nossas vidas.
O pediatra Ruy Puppo explica que a convivência com os animais é muito rica para as crianças. “Auxilia no desenvolvimento da afetividade, da autoconfiança e da auto-estima. Sem contar que cultiva valores como amizade e companheirismo”, afirma.
Segundo o médico, autor do livro Manual do Bebê (Ed. Alegro), se a criança ainda não tem um animal de estimação, o ideal é aguardar até que ela complete 2 anos de idade, para que possa compreender os limites e as necessidades do animal.
E como escolher o animal ideal? No caso dos pequenos, é importante que o gosto dos pais e da criança esteja em sintonia, uma vez que as maiores responsabilidades com os cuidados diários ficarão por conta do adulto. “Sempre que possível, devemos deixar este desejo partir das preferências da própria criança”, diz.
Outra dica importante é, no caso de cachorros e gatos, verificar se o porte, a personalidade e a índole da raça escolhida são adequados. “Uma consulta a um veterinário ajudará bastante a fazer uma boa escolha”, recomenda Ruy Puppo.
Definindo responsabilidades
Como parte do aprendizado, a criança pode e deve assumir várias tarefas, como a alimentação, a higiene e os cuidados de saúde do bichinho. “É preciso delegar essas tarefas de forma parcial e sob a supervisão constante dos adultos, pois a verdadeira responsabilidade sobre o animal é deles”, salienta.
O pediatra diz, ainda, que é importante ser firme e cobrar da criança que mantenha a palavra empenhada antes da aquisição do companheiro, pois é comum que ela prometa fazer tudo quando está em campanha para ganhá-lo. “Sem uma cobrança firme, a boa vontade não dura dois meses. Manter a palavra e saber da necessidade de cuidados que um animal necessita são lições que podemos ensinar aos nossos filhos por meio da relação da criança com o animal”, complementa.
O animal deve ter tratamento veterinário adequado, para ser mantido em boas condições de saúde. Crianças alérgicas devem ser testadas para se certificar que não terão problemas causados pelo novo amiguinho. “No caso da prevenção de acidentes, além da escolha de um animal dócil, uma regra de ouro é jamais deixar crianças pequenas, especialmente bebês, sozinhos com ele, mesmo que aparentemente seja um cachorrinho ou gatinho ‘tão bonzinhos’. Por ciúme, o animal pode ferir com gravidade uma criança pequena”, alerta o pediatra.
Ruy Puppo acredita que a nova consciência planetária que se desenvolve no século 21 pede para que desenvolvamos respeito ao planeta e aos demais seres vivos que dividem conosco a Terra. “Dentro desse contexto, a convivência positiva entre uma criança e um animal é um pequeno passo no sentido de fortalecer estas convicções”, conclui.
Por fim, ao escolher o bichinho de estimação para seus filhos, evite animais silvestres, como pássaros, papagaio, micos, cobras, tartarugas, iguanas e outros semelhantes. Esses animais não são domésticos, muitos deles estão em extinção e devem ser mantidos em seu habitat natural.
E você? Tem um bichinho de estimação? Deixe um comentário e conte para nós a sua história.